Saudades
Quando a morte chegar, e se me pegar desprevenida, que me dê um tempo pra que em meu pensamento eu faça uma oração.
Banhar minha alma com a fragrância da consciência, vestir uma veste de paz interior, quero despedir me mentalmente de todos que compartilhei e amei, caminheiros como eu na trilha da vida juntos ou distantes fizeram história no livro da minha existência, presentes ou ausentes sorrimos, choramos, dançamos, sonhamos e amamos.
E se ela a morte chegar preciso de mais um segundo para pedir perdão a todos que fiz chorar, tropeçar todos que afastei do meu percurso, e nessa hora poder dizer que não consegui atingir seu coração por que não sou perfeita, e se falhei, se errei não partirei sem me redimir, sem pedir desculpas, eu só queria um cantinho no coração de cada um que magoei.
E quando chegar a hora, já sem tempo, preciso ir pra não mais voltar, quero ir livre e solta, leve e serena como as borboletas e de lá do infinito, sob os raios de sol e o perfume das flores, voar, voar e atingir o brilho de uma estrela, para iluminar os caminhos, de todos que me aplaudiram de todos que contribuíram pelos meus descaminhos pois eu permiti e com a permissão de Deus, eu suplico perdão.
Morremos quando deixamos de lutar por nossos sonhos e nossas convicções e a pior morte é quando si morre dentro de si mesmo.
Avó que tanto amei me despeço com muitas saudades, mais fico no coração com o conforto da palavra de Deus que diz que na casa do meu Pai tem muitas moradas, essas moradas são construídas por mãos não humanas quem sabe um dia um a um da nossa familia vamos nos reencontrar, e viver felizes na paz de Cristo.
Amem




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