30 junho 2010

Medos

0 comentários
Meu maior medo é perder a essência da vida, fazer as coisas por obrigação, e não por paixão, tenho medo de não defender meus ideais, me render ao normal aceitar o errado só por que as coisas é assim mesmo, tenho medo de acreditar nisso.
Quero ter forças para lutar no que acredito, mesmo que nesta luta eu possa sofrer conseqüências, não me importa se serei a minoria, o legal da vida é ser diferente, e o diferente hoje muitas vezes é o certo.
Existe uma letra de musica do Rei Roberto Carlos, que gosto muito.
  Eu quero crer na paz do futuro,
Eu quero ter um quintal sem muro
Quero meu filho pisando firme,
Cantando alto, sorrindo livre...

Eu preciso crer no certo, eu preciso plantar a esperança no coração de muitas crianças, preciso deixar os meus medos e enfrentar a vida de coração aberto.Esse é meu recado

Até maisssssssssssss

18 junho 2010

Livro não se empresta...

0 comentários

“Nem se devolve”, completava um amigo nosso, useiro e vezeiro em guardar eternamente os livros que lhe emprestávamos. “Livro não tem dono, por isso eu tomo!”, repetia ele, risada diabólica, olhos argutos, dedos compridos. E ficávamos com receio de deixá-lo entrar em nossas modestas bibliotecas.

A dele não era modesta. Tinha livros por toda a casa. Em cima da geladeira, dentro dos armários e gavetas, na mesa da cozinha, no banheiro, debaixo da cama, porque todas as estantes já estavam ocupadíssimas, e as estantes cobriam todas as paredes, na sala, no quarto, no corredor.

Esse amigo era o terror das livrarias e sebos. Sem que se soubesse como, furtava os livros e desaparecia com eles, e a essas livrarias e sebos retornava como se nada tivesse acontecido. Nunca ninguém conseguiu flagrar, filmar, fotografar, mas todos sabíamos que era ele.

Não empregávamos a palavra “ladrão” para qualificá-lo. Seria ele talvez um pobre monocleptomaníaco — sua idéia fixa eram os livros, sobre os mais variados temas, nos mais inusitados idiomas.

Esse amigo não pretendia casar-se. Não tinha espaço para dividir. Nem na casa nem no coração. Chegara a ficar noivo de uma livreira... mas a moça percebeu que o interesse dele não era por seus belos olhos e sim por seus belos livros.

Feira de livro é com ele mesmo. Horas e horas por entre os estandes, livros misteriosamente escondidos dentro de seu casaco — ninguém se dá conta.

Nós sabíamos. Deveríamos ter denunciado o nosso amigo à polícia? Deveríamos ter obrigado nosso amigo (ele se sentia muito mais amigo dos livros do que nosso...) a consultar um psiquiatra?

Ladrão incomum, não pensava em dinheiro, não revendia os livros. Passava as noites lendo romances e tratados científicos, pensamentos poéticos e versos filosóficos. Não lia para ministrar aulas e palestras. Lia para satisfazer sua vontade de ler, estranha conduta...

Lia para experimentar a dor e o prazer, a saudade, o entusiasmo. Não era só monocleptomaníaco, mas também bibliomaníaco irrecuperável. Sua obsessão: ver, cheirar, tocar os livros. Ao dormir, cobria-se com enciclopédias. E como travesseiro, um dicionário, que lhe parecia macio, recheado de lã e nuvens.

Vãs foram nossas tentativas de reeducá-lo. Chegamos a levar nosso amigo a um padre, que talvez pudesse exorcizá-lo daquele demônio. Mas o padre o expulsou da paróquia quando viu que ele queria roubar a sua bíblia.


Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor.
Web Sitewww.perisse.com.br

12 junho 2010

Ética e Moral

0 comentários
As vezes estamos totalmente certo de alguns valores e princípios que construímos ao longo da vida, mais der-repente acontece algo que muda tudo a nossa volta nos fazendo repensar nos valores morais que achamos que é o certo, pois foi o que nos foi passado de geração em geração. 
Pensar no que é certo e errado, é muito complexo, pois o que é certo para alguns pode ser errado para os outros, moralidade e ética é de cada um pra cada um.

   A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.
Já a palavra Ética, Motta (1984) defini como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.

Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apóia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.

07 junho 2010

MELHOR CONSELHO DE UM PAI

0 comentários

Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita à casa do seu pai.

Enquanto conversavam sobre a vida,  o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo, quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse:    

- Nunca se esqueça de seus amigos! - aconselhou. Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando...
Que estranho conselho - pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados.
Sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida!

Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurava fazer novas amizades.
À medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.
À medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.
Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:

   O Tempo passa.
   A vida acontece.
   A distância separa...
   As crianças crescem.
   Os empregos vão e vêem.
   O amor se transforma em afeto.
   As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
   O coração pára sem avisar.
   Os pais morrem.
   Os colegas esquecem os favores.
   As carreiras terminam. 

   Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.

About me

Minha foto
Eu às vezes não entendo! As pessoas em um jeito De falar de todo mundo Que não deve ser direito. Aí eu fico pensando Que isso não está bem. As pessoas são quem são, Ou são o que elas têm? Eu queria que comigo Fosse tudo diferente. Se alguém pensasse em mim, Soubesse que eu sou gente. Falasse do que eu penso, Lembrasse do que eu falo, Pensasse no que eu faço Soubesse por que me calo! Porque eu não sou o que visto. Eu sou do jeito que estou! Não sou também o que eu tenho. Eu sou mesmo quem eu sou! Pedro Bandeira
 

Vida Design by Insight © 2009