13 outubro 2010

Saudades

Quando a morte chegar, e se me pegar desprevenida, que me dê um tempo pra que em meu pensamento eu faça uma oração.
Banhar minha alma com a fragrância da consciência, vestir uma veste de paz interior, quero despedir me mentalmente de todos que compartilhei e amei, caminheiros como eu na trilha da vida juntos ou distantes fizeram história no livro da minha existência, presentes ou ausentes sorrimos, choramos, dançamos, sonhamos e amamos.
E se ela a morte chegar preciso de mais um segundo para pedir perdão a todos que fiz chorar, tropeçar todos que afastei do meu percurso, e nessa hora poder dizer que não consegui atingir seu coração por que não sou perfeita, e se falhei, se errei não partirei sem me redimir, sem pedir desculpas, eu só queria um cantinho no coração de cada um que magoei.
E quando chegar a hora, já sem tempo, preciso ir pra não mais voltar, quero ir livre e solta, leve e serena como as borboletas e de lá do infinito, sob os raios de sol e o perfume das flores, voar, voar e atingir o brilho de uma estrela, para iluminar os caminhos, de todos que me aplaudiram de todos que contribuíram pelos meus descaminhos pois eu permiti e com a permissão de Deus, eu suplico perdão.
Morremos quando deixamos de lutar por nossos sonhos e nossas convicções e a pior morte é quando si morre dentro de si mesmo.


Avó que tanto amei me despeço com muitas saudades, mais fico no coração com o conforto da palavra de Deus que diz que na casa do meu Pai tem muitas moradas, essas moradas são construídas por mãos não humanas quem sabe um dia um a um da nossa familia vamos nos reencontrar, e viver felizes na paz de Cristo.
Amem   

  
    

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Eu às vezes não entendo! As pessoas em um jeito De falar de todo mundo Que não deve ser direito. Aí eu fico pensando Que isso não está bem. As pessoas são quem são, Ou são o que elas têm? Eu queria que comigo Fosse tudo diferente. Se alguém pensasse em mim, Soubesse que eu sou gente. Falasse do que eu penso, Lembrasse do que eu falo, Pensasse no que eu faço Soubesse por que me calo! Porque eu não sou o que visto. Eu sou do jeito que estou! Não sou também o que eu tenho. Eu sou mesmo quem eu sou! Pedro Bandeira
 

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